Este é nosso novo local de encontro virtual. Conforme combinamos vamos disponibilizar aqui materiais, relatos de experiências, alegrias e preocupações. Tudo isso objetivando nosso aprimoramento pessoal e de nosso trabalho com a Academia Magia da Leitura e nossos Polos de Alfabetização.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Início do Fundamental II - na EE Silva Jardim.
Com a preciosa presença de cinco alunos, dois líderes da subnorte, dois representantes da Coordenadoria Educacional, a responsável pelo projeto piloto, professores e monitores, aconteceu nossa maravilhosa partida para 2011.
A aula inaugural foi de História e todos tiveram a oportunidade de relembrar seus conhecimentos e construir novos a partir da dinâmica da aula que inclui um trabalho transdisciplinar.
A construção dessa nova história do Fundamental II no Polo Tucuruvi, onde acontece o projeto piloto, está em curso e os pioneiros deste momento estão de parabéns.
Atualização do endereço em Março de 2014: Os encontros do grupo de estudos para a realização dos exames (supletivos, ENCCEJA, e também no Clara Mantelle) estão acontecendo na Sede Regional Norte da BSGI: Av. Gal Ataliba Leonel, 3320 - Próximo à Estação Parada Inglesa do Metro - linha Azul.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Envolver-se ou Comprometer-se?
Reflexões sobre Comprometimento.
O que é estar comprometido?
O dicionário não define em toda a extensão o que seja comprometer-se, pois representa mais que estar envolvido, interessado, obrigado, responsabilizado. Estar comprometido é agir com paixão; dar sempre um “algo mais”; é se destacar apresentando diferentes soluções, aliando empenho, iniciativa e criatividade.
Comprometimento é tudo que as pessoas fazem a mais, sem que alguém tenha solicitado. Resumindo, é você surpreender positivamente as pessoas.Comprometimento é a vontade de fazer parte de uma história em curso.
Haveria diferença entre Comprometimento e Envolvimento?
O que nos leva a:
Nos comprometermos com alguém ou com alguma coisa?
Iniciarmos e terminarmos uma atividade?
Buscarmos a cada dia uma forma melhor de fazer as coisas?
Assumirmos a responsabilidade quando um erro aparece?
Cumprirmos aquilo que nos propomos a fazer?
Nada mais e nada menos do que o nosso Comprometimento!
A etimologia do verbo comprometer indica que a palavra significa “fazer promessa com”, ou seja, empenhar-se, obrigar-se.E só agimos desta forma porque temos confiança no outro, valores em comum, uma causa em comum.
O valor do comprometimento.
Por que esta competência é tão valorizada?
Porque comprometimento refere-se a perseverar ou se destacar em tempos difíceis. Estar comprometido com um resultado nos ajuda a manter a calma diante das adversidades e obstáculos que nos cercam. Estar comprometido com uma meta nos ajuda a superar perdas ocasionais de motivação.
Fatores que determinam o comprometimento:
Eugenio Mussak (*), em seu livro Caminhos da Mudança (2008) identifica as cinco condições básicas para que ocorra o comprometimento, em qualquer tipo de relação:
Admiração
Respeito
Confiança
Paixão
Intimidade
Isso significa que só ficamos ao lado de alguém que admiramos, e da admiração surge o respeito, que gera a confiança e paixão e com todos estes ingredientes juntos queremos continuar no projeto. Resumindo, é a soma destes fatores (admiração, respeito, confiança/paixão) que sustenta uma relação saudável, seja ela profissional ou pessoal.
À medida que assumimos e mantemos nossos compromissos, mesmo os pequenos, fortalecemos a nossa integridade e nos tornamos cada vez mais eficientes e eficazes.
Quando se diz integridade queremos dizer uma pessoa que tem harmonia entre discurso e prática. Fazermos exatamente aquilo que dizemos que vamos fazer. Parece simples?
Na verdade é, mas não quer dizer que seja fácil. Nossa atitude nos condena.
Para que eu tenha harmonia entre discurso e prática eu preciso de: flexibilidade; iniciativa; disciplina; coragem; dedicação e criatividade.Vale lembrar que não existe atalho para o desenvolvimento, para progredirmos precisamos de ação, dedicação e aprendizado!
O segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, dizia: “A relação de mestre e discípulo não é firmemente estabelecida até você se tornar um bom discípulo. A relação de mestre e discípulo depende do comprometimento do discípulo”. (Brasil Seikyo, edição no 1.330, 5 de agosto de 1995, p. 3.)
Com base nessas palavras, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, destaca que o discípulo desenvolve ilimitadamente sua capacidade quando busca o mestre e empenha-se sinceramente para crescer. Aqueles que vivem com dedicado comprometimento com a fé, com o Kossen-rufu e com seu próprio desenvolvimento são verdadeiros campeões na vida.
Pontos de comprometimento e seriedade no treinamento com base na unicidade de mestre e discípulo:
• Dedicar a vida e agir em prol da felicidade de todas as pessoas;
• Criação de valores por meio de uma “postura” exemplar;
• Promover união harmoniosa na família, na sociedade e na organização de base valendo-se do constante e sincero diálogo;
• Desafiar na recitação do daimoku diário resoluto.
TESTE
Emprestando a capacidade do consultor prof. Marins, (e devidamente autorizado pelo mesmo) convidamos o leitor a se auto-avaliar, nos 10 itens abaixo, dando notas para cada um deles, enfim, se vendo frente a cada uma das condições recomendadas como característica de alto comprometimento:
Uma pessoa comprometida sempre consegue se colocar no lugar das outras, sentir o que as outras sentem;
Uma pessoa comprometida presta muita atenção nos detalhes; observa o detalhe do detalhe;
Uma pessoa comprometida termina tudo o que começa e não deixa nada pela metade;
Uma pessoa comprometida, quando tem uma tarefa a cumprir, vem com soluções, e não com mais problemas;
Uma pessoa comprometida pergunta o que não sabe, é curiosa, tem vontade de aprender, vai fundo até dominar o que não sabe;
Uma pessoa comprometida cumpre prazos e horários;
Uma pessoa comprometida não vive dando desculpas pelos seus atos, e nem procurando culpados pelas suas falhas;
Uma pessoa comprometida não vive reclamando da vida e falando mal das pessoas. Ela age para mudar a realidade;
Uma pessoa comprometida não desiste facilmente. Vai até o fim, e não descansa enquanto não cumprir a tarefa ou resolver o problema;
Uma pessoa comprometida dá idéias, colabora com os outros, é participativa, sempre podemos contar com ela.
Inicialmente precisamos identificar o que podemos melhorar. Feito a escolha precisamos estabelecer metas e nos mantermos fiéis a elas.
Saber que somos responsáveis (responsabilidade = habilidade para responder) por concretizá-las e em cada pequena ação que realizamos rumo à meta aumenta nossa eficiência.
Como favorecer o compromisso com a meta?:
Divulgue sua meta, pois quando ela se torna pública o compromisso aumenta.
Relacione-a com seus valores e propósito de vida. Por que é tão importante para você?
O que você vai ganhar com isso?
Estabeleça as ações para alcançar as suas metas.
Minimize os obstáculos criando planos A, B e C.
Monitore os progressos.
Realize os ajustes necessários.
Agora é com você!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Polo SRN/Tucuruvi - Planejamento 2010
Polo Tucuruvi – Alfabetização de Jovens e Adultos.
Planejamento 2010
Atividades para o grupo de Alfabetização (todos os alunos em conjunto – antes das atividades específicas de acordo com suas dificuldades e/ou estágios de desenvolvimento). Este trabalho foi inspirado e adaptado do material do professor Paulo Sérgio N. Duarte (fonte: http://www.cereja.org.br/arquivos_upload/propostas_atividades_leitura_escrita.pdf )
Dia 14.05 Modalidade de texto: carta
OBJETIVOS
- Narrar fatos e experiências pessoais.
- Distinguir cartas pessoais de cartas formais;
- Escrever cartas pessoais.
- Preencher corretamente envelopes para postagem.
Uma carta escrita numa folha de papel manilha, destinada aos alunos da sala, incentivando-os a prosseguirem nos estudos; um envelope feito de cartolina, em tamanho grande, preenchido; envelopes de carta; fita crepe, quadro e giz.
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS
Obs: pedir aos alunos que relatem o fato ocorrido, digam como se sentiram e o que fizeram para solucionar o problema.
Obs: chamar a atenção dos alfabetizando para a importância da carta enquanto meio de comunicação.
Obs:
1. Fazer uso do modelo de carta fixado no quadro;
2. Informar aos alfabetizandos que há diferentes tipos de carta: pessoais e formais. Explicitar as diferenças entre os dois tipos.
REMETENTE, DESTINATÁRIO, CEP;
Obs: procurar destacar a importância do correto preenchimento do envelope.
11. Propor aos alfabetizandos a escrita de uma carta;
Obs:
1. Caso o professor ache mais conveniente, poderá pedir aos alunos que façam a escrita da carta individualmente;
2. Circular entre os grupos, ajudando-os na escrita das cartas e, posteriormente, no preenchimento dos envelopes.
16. Sugerir aos alfabetizandos que enviem suas cartas;
Obs: caso não seja possível o envio das cartas pelo correio, o professor poderá entregá-las pessoalmente aos alfabetizadores responsáveis por outras salas de aula de alfabetização de jovens e adultos, estimulando assim, a troca de correspondência e a utilização prática e imediata do conhecimento adquirido.
Modalidade de texto: cartaz
- Conhecer e identificar cartazes.
- Utilizar desenhos e ilustrações como chaves de leitura para prever o conteúdo de um texto.
- Atentar para os recursos visuais utilizados: tipo e tamanho das letras, cores, ilustrações.
- Perceber as diferentes intenções comunicativas de um cartaz.
- Produzir, com a ajuda dos colegas e do professor, um cartaz.
Cartazes utilizados em campanhas de saúde (combate a dengue, ao tabagismo etc) e
eventos (festas, exposições, feiras agrícolas, etc); folhas de cartolina, cola, revistas,
jornais velhos, pincéis, lápis de cor e fita adesiva.
de saúde em andamento na cidade (combate a dengue, ao tabagismo etc);
ruas e prédios da cidade, se sabem o seu nome e para que ele serve;
Obs: falar da importância do cartaz como meio de divulgação de informações, das suas diferentes funções e das características gráficas que ele pode apresentar.
que assunto é abordado no cartaz, que mensagem ele pretende transmitir;
Obs: fazer uso somente da ilustração ou fotografia do cartaz.
leitura;
Exemplo: o que é dengue? Como evitar e combater a dengue? Quais são os sintomas da dengue? Como tratar a dengue?
Obs: chamar a atenção dos alunos para a mensagem principal do cartaz, a chamada (mensagem escrita em letras maiores e que tem como função despertar a atenção das pessoas para o cartaz). Explicar o que é uma chamada.
Obs: conversar sobre a função de cada um deles.
Obs: o texto do cartaz deverá ser produzido em conjunto (texto coletivo) por professores e alunos.
Obs: após se discutir a importância de cada uma das propostas apresentadas, o escolher o tema do cartaz através de uma votação.
Obs: o texto deverá ser escrito no quadro.
Após a produção do texto:
jornais velhos;
do material recebido, elaborem um cartaz;
Obs: sugerir recortem imagens de jornais e revistas para ilustrar o cartaz.
Variação:
Caso julgue mais conveniente, o professor poderá, após a etapa 12, dar continuidade a
atividade da seguinte forma:
13. Dividir a turma em pequenos grupos;
14. Distribuir entre os grupos o material necessário a produção do cartaz: folha de cartolina, cola, pincel, lápis de cor, revistas e jornais velhos;
Obs:
1. Circular entre os grupos ajudando-os na escrita da mensagem do cartaz.
2. Sugerir que desenhem ou recortem imagens de jornais e revistas para ilustrar o cartaz.
15. Pedir a cada um dos grupos que mostre o cartaz confeccionado e faça a leitura da mensagem;
16. Promover uma exposição com todos os cartazes criados.
Modalidade de texto: folheto super mercado
- Identificar um folheto publicitário; Consultar um folheto publicitário; Escrever palavras; relacionadas a um determinado tema; Ler e escrever números naturais; - Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problemas envolvendo adição, subtração, multiplicação e divisão.
Folhetos publicitários anunciando a venda de produtos alimentícios; quadro e giz.
Obs: explicar que as mensagem publicitárias podem aparecer na forma de folhetos, cartazes, etc. Mostrar que características apresenta um folheto publicitário.
Obs: antes de iniciar o ditado, o professor deverá colocar o folheto publicitário no fundo da sala, de maneira que os alunos fiquem de costa para ele;
Obs: após o ditado, o professor deverá fazer a leitura das palavras utilizadas, apontando no folheto cada uma delas.
Modalidade de texto: rótulo
- Identificar nomes de produtos.
- Estabelecer relação entre sons da fala e a escrita
- Distinguir letra, sílaba e palavra.
- Analisar palavras em relação a quantidade de letras e sílabas.
- Escrever, com a ajuda do professor e dos colegas, pequenas frases.
Quadro-de-giz, giz, rótulos, papel craft, fita crepe e cola.
Os alfabetizandos deverão acompanhar e repetir;
Obs: incentivar a participação dos alfabetizandos através de perguntas do tipo: quantas letras tem a palavra arroz? Ela começa e termina com que letra? Quantas vogais tem? quais são?
Obs:
1. Circular entre os grupos ajudando-os na escrita das frases;
2. Caso ache mais conveniente, o professor poderá solicitar aos alfabetizandos que criem as frases oralmente;
3. A criação das frases também poderá ser feita individualmente.
Obs: para que cada um dos alfabetizandos possa comparar a sua escrita com a do professor, este deverá escrever no quadro de giz todas as frases criadas pelos grupos.
12. Confeccionar, juntamente com os alfabetizandos, um mural com as frases criadas.
Modalidade de texto: rótulo
- Conscientizar-se da importância das informações presentes nos rótulos.
- Identificar informações em um rótulo.
- Escrever palavras relacionadas a um determinado tema.
- Produzir, juntamente com o professor e os colegas de sala, um texto coletivo.
Embalagens de vários tipos de produtos (arroz, macarrão, café, sabão, etc.), quadro e giz.
Obs: no momento em que uma palavra for identificada, o professor deverá escrevê-la no quadro de giz, fazer sua leitura e trabalhar o reconhecimento e contagem das letras e sílabas. Fazer o mesmo com todas as palavras identificadas pelos alfabetizandos nos rótulos de outras
embalagens.
Obs:
1. Chamar a atenção dos alfabetizandos para o fato de que essas informações são imprescindíveis para a correta utilização e armazenamento de determinados produtos, como por exemplo: alimentos e defensivos agrícolas;
2. Falar das consequências oriundas da utilização de um produto fora do prazo de validade ou que tenha sido utilizado ou armazenado de forma inadequada.
Obs: mostrar a localização dessas informações no rótulo da embalagem.
Obs:
1. Os alfabetizandos deverão copiar as informações no caderno;
2. O professor deverá ajudá-los na localização das informações.
Obs: o professor irá mediar a fala dos alfabetizandos e será o redator do texto, cabendo a ele “negociar” suas interferências e orientar quanto à composição geral do texto.
Modalidade de texto: fábula
- Conhecer e identificar uma fábula.
- Recontar textos narrativos (fábulas).
- Ler uma fábula.
- Reorganizar um texto narrativo.
- Reconhecer o valor cultural das fábulas.
- Escrever um novo final para uma história.
A fábula “O cavalo e o burro”, de Esopo, escrita numa folha de papel madeira e dividida em partes (ver p. 66, texto 2); fita gomada.
Obs:
1. Lembrá-los de que o título é formado por nomes de animais;
2. Caso os alunos tenham dificuldades em localizar o título, o professor deverá ajudá-los fornecendo pistas do tipo: os nomes dos animais começam com as letras “C” e “B”, ambos são
animais de carga.
Obs: informar aos alfabetizandos que o texto lido é de autoria de um escritor grego chamado Esopo que viveu no século VI a.C.. Por ser escravo, ele usava a fábula para dizer certas verdades sobre os poderosos da época.
a) Pedir aos alfabetizandos que leiam as fichas espalhadas pelo chão e, em seguida, indiquem a que apresenta o início da história;
b) Fazer a leitura da ficha indicada pelos alunos;
c) Fixar no quadro, logo abaixo do título, a ficha selecionada contendo o início da história;
d) Realizar em voz alta a leitura da primeira parte do texto e indagar aos alunos o que acontecerá depois;
e) Solicitar aos alfabetizandos que indiquem uma outra ficha que dê continuidade à história;
f) Fixar a ficha indicada no quadro e fazer sua leitura;
Obs:
1. Repetir os procedimentos acima até que o texto esteja completo;
2. Caso a ficha escolhida não complete adequadamente o texto, o professor deverá ler o trecho anterior, fixado no quadro, e o novo, também indicado pelos alunos, para que eles percebam que ambos não combinam. Pedir que escolham outra ficha;
3. Sempre após a indicação de uma ficha, pedir aos alunos que digam porque optaram por um ou outro trecho, que mostrem as pistas textuais utilizadas para a descoberta do trecho seguinte.
Alguém já ouviu falar ou presenciou uma situação parecida?
Obs: falar sobre a importância das fábulas como instrumento de entretenimento e de ensino.
Obs: circular entre os grupos ajudando-os na escrita do novo final.
Aí, o burro pediu ao cavalo:
E, mais: tirou o couro do burro morto e botou em cima da carga.
Assim, o cavalo que não quis ajudar o burro, foi obrigado a carregar todo o peso sozinho.
Modalidade de texto: letra de música
- Posicionar-se criticamente em relação a um tema tratado.
- Estabelecer relação entre sons da fala e as letras.
- Identificar palavras.
- Formar palavras.
- Produzir, juntamente com o professor e os colegas de sala, um texto coletivo.
Letra da música;
som com CD gravação da música; figuras ou desenhos de objetos que aparecem no texto; alfabeto móvel; dicionário; quadro e giz.
Obs: antes de colocar a música, solicitar aos alfabetizandos que digam o que esperam encontrar em uma música com esse título.
2. Colocar a música;
Obs: como se trata de uma música bastante conhecida, professor e alfabetizandos poderão cantá-la juntos.
3. Verificar o que os alfabetizandos conseguiram compreender da música, por meio de questionamentos prévios. Obs: 1 mostrar aos alunos a configuração do texto, reconhecer e nomear seus elementos: título, verso, estrofe.
Após os alfabetizandos darem suas opiniões, o professor deverá ler em voz alta o significado das palavras mais complexas da letra no dicionário;
2. Mostrar e explicar aos alfabetizandos o que é um dicionário e qual a sua utilidade.
6. Fixar na parede cartaz com a letra da música escrita;
Os alfabetizandos deverão acompanhar e repetir;
Exemplo:
A palavra Kossen-rufu tem quantas letras? Com que letra começa? Com que letra termina? Quantas vogais tem? Quais são?
Obs:
1. Sempre que uma palavra for formada, o professor deverá escrevê-la no quadro negro;
2. Conduzir o exercício de maneira que todos os alfabetizandos participem;
Após a formação de todas as palavras:
Obs: o professor irá mediar a fala dos alfabetizandos e será o redator do texto, cabendo a ele “negociar” suas interferências e orientar quanto à composição geral do texto.
13.08
Modalidade de texto: letra de música
- Valorizar elementos da nossa cultura.
- Posicionar-se criticamente diante de fatos ou acontecimentos.
- Observar a configuração de um texto musical, reconhecer e nomear seus elementos: título, verso, quarteto.
- Distinguir palavras, letras e sílabas.
- Escrever pequenas frases.
Letra da música “Asa Branca”, escrita em uma folha de papel manilha; quadro e giz.
Obs: chamar a atenção dos alfabetizandos para o fato de que o fenomeno da seca e o sofrimento do nordestino têm sido bastante divulgados por vários poetas e cantores, destacando-se na área musical, a figura do pernambucano, Luiz Gonzaga.
Obs:
1. Como se trata de uma música bastante conhecida, o professor poderá cantá-la juntamente com os alfabetizandos.
2. Chamar a atenção dos alfabetizandos para a beleza dos sons e do ritmo das palavras. Mostrar quantas partes tem a música e explicar o que é título, verso e quarteto.
POR QUE TAMANHA JUDIAÇÃO ?
Obs:
1. O professor deverá cantar o primeiro verso a fim de que os alunos percebam com que palavra deverão preencher o primeiro espaço;
2. Antes de cantar o segundo verso, o professor terá que aguardar alguns minutos para que os alfabetizandos tenham tempo de escrever a palavra;
3. Sempre que o alfabetizador for cantar um novo verso, deverá iniciar pelo anterior;
4. Repetir os procedimentos acima até o último verso.
Obs: no momento de escrever uma palavra, o professor deverá incentivar os alunos a dizerem: quantas letras ela tem, com que letra começa, com que letra termina, quantas vogais, etc.
Obs: Os alunos deverão acompanhar a leitura repetindo em voz alta.
Obs: circular entre os grupos ajudando-os na escrita das frases.
Obs: sempre que um grupo fizer a leitura de uma frase criada, o professor deverá escrevê-la no quadro, para que os alfabetizandos possam comparar sua escrita com a do professor.
Morreu de sede meu alazão...
Guarda contigo meu coração...
Que eu voltarei, viu? Meu coração...
vida melhor, e, tendo que ajudar os pais, não freqüentou a escola. Aos 17 anos de idade foi embora e terminou morando no Rio de Janeiro, então capital da República, projetando-se depois, para o Brasil inteiro como grande artista. Além de tocar acordeão, era compositor e intérprete. Tornou-se conhecido como o Rei do Baião. Faleceu em 1989, em Recife.
Na sua música Luiz Gonzaga exalta as belezas do sertão, louva os costumes, as crenças, o amor, a saudade, a valentia e o trabalho dos sertanejos. Seu canto é também de lamento diante da seca.
Fonte: texto adaptdo de: Contextualizando o Ensino – Vol. I, Português e Matemática. Fortaleza: Núcleo de Pesquisas, Projetos e Educação de jovens e adultos PROEX /UECE, 1999.
- Poema “Poeta da roça”, escrito numa folha de papel madeira;
- Fichas contendo palavras do poema escritas conforme o modelo que segue:
FIO FILHO ; PAPÉ PAPEL ;
VEVE VIVE ; SODADE SAUDADE
- Quadro e giz.
a) é o nome de um poeta muito conhecido;
b) também é o nome de um pássaro;
c) tem como sobrenome o nome de uma cidade da Região do Cariri.
Obs:
1. As pistas não deverão ser fornecidas todas de uma única vez;
2. Caso seja necessário, o alfabetizador poderá fornecer outras pistas até que os alunos descubram o nome em questão.
Obs: incentivar a participação dos alunos por meio de perguntas do tipo: quantas letras tem o nome Patativa? Com que letra começa? Com que letra termina?
Obs: fazendo uso do poema, chamar a atenção dos alfabetizandos para os seus elementos constituintes (título, verso, estrofe) e para os recursos sonoros utilizados (repetições sonoras e rimas).
de cada uma delas e pede a diferentes alfabetizandos que encontrem a ficha que contem a palavra;
Obs:
1. Após a identificação da ficha pelo aluno, o professor deverá mostrá-la a turma e fazer sua leitura;
2. Repetir os procedimentos acima até que todas as palavras tenham sido identificadas.
3. Palavras com o mesmo significado devem ser colocadas lado a lado.
Após a identificação de todas as fichas:
papé – papel, etc), procurando chamar a atenção dos alunos para a maneira como elas estão escritas;
Obs:
1. Informar que, dada a grande variedade lingüística existente (sotaques, gírias e expressões de diferentes regiões do país), não podemos escrever do jeito que falamos, porque isso dificultaria a compreensão.
Exemplo:
A palavra “muito” pode ser pronunciada de diferentes maneiras: muintu, muntcho, muito e munto.
2. Explicar que não existe uma forma de se falar melhor ou pior que outra, o que há na realidade são linguagens diferentes. Chamar ainda a atenção dos alunos para os diferentes modos de falar e os efeitos que podem provocar sobre os que recebem a mensagem.
Exemplo:
Só fumo cigarro de paia de mio.
Trabaio na roça, de inverno e de estio.
Modalidade de texto: adivinhações
- Interpretar as informações em um pequeno texto.
- Estabelecer relação entre linguagem oral e linguagem escrita.
- Escrever palavras a partir de uma informação dada.
- Escrever adivinhações conhecidas.
Adivinhações, quadro e giz.
Obs: realizar, junto aos alunos, levantamento das pistas dadas pelos textos que possibilitaram a descoberta da resposta de cada uma das adivinhações;
a) O professor fará a leitura de algumas adivinhações para que os alfabetizandos, reunidos em grupos, encontrem as respostas e escrevom-nas no caderno, sem revelá-las para os outros grupos.
Obs:
1. Após a leitura de uma adivinhação, aguardar alguns minutos para que os alunos tenham tempo de escrever a resposta no caderno;
2. Circular entre os grupos ajudando-os, caso seja necessário, na escrita das respostas.
Após a leitura das adivinhações:
Obs:
1. Para que cada um dos alunos possa comparar sua escrita com a do professor, este deverá escrever no quadro cada uma das respostas dadas pelos grupos (mesmo incorretas);
2. O grupo vencedor será aquele que acertar o maior número de respostas.
Obs:
1. O professor deve circular entre os grupos ajudando-os na escrita das adivinhações;
2. A escrita das adivinhações também poderá ser feita individualmente.
ADIVINHAÇÕES
_ Que é, o que é, que foi feito para andar mas não anda?
_ Que é, o que é, que tem linha, mas não é carretel; fala, mas não tem boca; ouve, mas não tem ouvido?
_ Que é, o que é, que tem cabeça, mas não tem cabelo; tem tempo, mas não tem folga?
_ O que é, o que é, que sobe e desce e não sai do lugar?
_ O que é, o que é, que anda com os pés na cabeça?
_ O que é, o que é, que fala sem ter boca, caminha sem ter pernas?
_ O que é que enche uma casa e não enche a mão?
_ O que é, o que é : que anda deitado e dorme de pé?
_ O que é, o que é: que anda por toda a casa e descansa atrás da porta?
_ O que é, o que é: que entra na água e não se molha?
_ O que é, o que é: que tem coroa mas não é rei?
_ O que é, o que é: que desce em pé e corre deitado?
Modalidade de texto: lenda
- Valorizar elementos da nossa cultura.
- Diferenciar relatos históricos de relatos ficcionais.
- Posicionar-se criticamente diante de um texto lido.
- Narrar lendas conhecidas.
- Identificar e utilizar sílabas corretamente.
Textos: “Todo povo tem sua história” e “O lobisomem”; quadro e giz.
As histórias que um povo inventa ou conta sempre ensinam alguma coisa: às vezes são coisas que aconteceram mesmo. Mas, a imaginação de cada um vai botando um enfeite aqui, outro acolá... “Quem conta um conto acrescenta um ponto”... é um ditado popular.
Às vezes são histórias nascidas da imaginação. Mas sempre há um ensino por trás delas. Se um povo gosta de uma história a ponto de guardá-la na memória anos e anos, até séculos e séculos, é porque muito da alma daquele povo está naquela história. É porque ela diz como as pessoas vêem o mundo ou como gostariam que o mundo fosse.
Fonte: texto adaptado de: VIEIRA, Luíza de Teodoro. Um Certo planeta Azul.. Fortaleza: Secretaria de Educação do Estado do Ceará, 1987
Obs: mostrar aos alfabetizandos que o ato de contar histórias, sendo elas reais ou não, é algo que faz parte do nosso dia-a-dia, da nossa cultura.
Obs: durante a leitura, realizar paradas para discutir com os alfabetizandos pontos interessantes do texto, perguntar o que eles pensam sobre o que foi dito, etc.
Obs: antes de iniciar a leitura do texto, incentivar os alfabetizandos, através da apresentação do título e da formulação de perguntas, a utilizarem seus conhecimentos de mundo para preverem o conteúdo do texto;
DIZ A LEN.......
HOMEM QUE NAS...... DEPOIS DE .....TE FILHAS ......LHER
E SÓ COMEÇA A SE TRANSFOR...... A PARTIR DOS
TRE..... ANOS DE IDA.... .
Obs:
1. Sempre que for completar uma palavra do texto, o professor deverá incentivar os alfabetizandos a dizerem a sílaba que falta e com que letras ela é formada;
2. Após completar uma palavra, realizar em voz alta a leitura da mesma, apontando-a no quadro.
Obs: incentivar os alfabetizandos a dizerem como as palavras devem ser escritas.
Cartazes com ilustrações de várias lendas (O professor poderá preparar cartazes com ilustrações que representem as seguintes lendas: Boto, Boitatá, Saci-Pererê, Curupira, Caipora e etc, dentre elas a do surgimento da mandioca);
__ Como é branquinha esta criança!
E era mesmo. Perto dos outros curumins da taba, parecia um raiozinho de lua. Chamaram-na Mani. Mani era linda. Comia pouco e pouco bebia. Os pais preocupavam-se.
__ Vá brincar, Mani, dizia o pai.
__ Coma um pouco mais, dizia a mãe.
Mas a menina continuava quieta, cheia de sonhos na cabecinha. Mani parecia esconder um mistério. Uma bela manhã, não se levantou da rede. O pajé foi chamado. Deu ervas e bebidas à menina. Mas não atinava com o que tinha Mani. Toda a tribo andava triste. Mas, deitada em sua rede, Mani sorria, sem doença e sem dor.
E sorrindo, Mani morreu. Os pais a enterraram dentro da própria oca. E regavam sua cova todos os dias, como era costume entre os índios Tupis. Regavam com lágrimas de saudade. Um dia perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa.
__ Que planta será esta? Perguntaram, admirados. Ninguém a conhecia.
__ É melhor deixá-la crescer, resolveram os índios.
E continuaram a regar o brotinho mimoso. A planta desconhecida crescia depressa. Poucas luas se passaram e ela estava altinha, com um caule forte, que até fazia a terra se rachar em torno.
__ A terra parece fendida, comentou a mãe de Mani.
__ Vamos cavar?
E foi o que fizeram. Cavaram pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos meninos índios. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mani. Da oca de terra de Mani surgia uma nova planta!
__ Vamos chamá-la Mani-oca, resolveram os índios.
__ E, para não deixar que se perca, vamos transformar a planta em alimento!
Assim fizeram! Depois, fincando outros ramos no chão, fizeram a primeira plantação de mandioca. E até hoje entre os índios do Norte e Centro do Brasil é este um alimento muito importante.
E, em todo Brasil, quem não gosta da plantinha misteriosa que surgiu na casa de Mani?
Fonte: A Lenda da Mandioca(lenda dos índios Tupi) - Adaptação de Maria Thereza Cunha de Giacomo , Ilustrações de Heinz Budweg Coleção "Lendas brasileiras", n.7. 2 ed. Edições Melhoramentos: São Paulo, 1977.
PROCEDIMENTOS
1. Iniciar a atividade fixando nas paredes da sala de aula os cartazes contendo ilustrações (desenhos) de várias lendas Obs.: cada cartaz deverá representar uma lenda diferente.
Obs.: somente após os alunos dizerem o que pensam é que o professor deverá informar que a ilustração contida no cartaz é da história do surgimento de um alimento muito consumido no nordeste brasileiro – a mandioca.
Obs.: informar aos alunos que, apesar de muitas pessoas afirmarem que as lendas são apenas frutos do imaginário popular, em muitos casos, elas nascem de fatos ou acontecimentos reais, não muito bem compreendidos e explicados pelas pessoas.
Obs.: neste momento, abrir espaço para que os alunos façam o relato de outras lendas conhecidas.
Obs.:
1. Cada grupo deverá ficar com um título diferente;
2. Dependo do nível da turma, o professor poderá aumentar o grau de dificuldade do exercício, distribuindo para cada um dos grupos mais letras do que as necessárias para se formar o título indicado;
3. O professor deverá passar em cada um dos grupos, orientando-os na escrita dos título.
Após a escrita dos títulos:
Modalidade de texto: quadras populares
- Valorizar elementos que fazem parte da nossa cultura.
- Conhecer e identificar uma quadra popular.
- Observar os recursos sonoros das quadras – repetições sonoras, rimas.
- Apresentar, oralmente, quadras conhecidas.
- Reordenar os versos de uma quadra.
_
- Quatro folhas de cartolina, cada uma delas contendo uma quadra diferente escrita;
QUADRAS POPULARES
Ando triste, triste, triste Menininha bonitinha
Que nem mesmo sei dizer Cinturinha de retrós
Desconfio que é saudade Dá um pulinho na cozinha
É vontade de te ver. Pra fazer café pra nós.
Até nas flores se encontra Com R escrevo Rosa
A diferença da sorte: Com B escrevo Bruna
Umas enfeitam a vida Com M também escrevo
Outras enfeitam a morte. Maria do meu coração.
Valente não teme a luta Eu já suspendi um raio
Enchente não teme o rio, E fiz o vento parar.
Poeta não teme a rima Já segurei onça no mato
Nem eu temo desafio... Para um moleque mamar!
Eu gosto do cravo branco Em cima daquela serra
Que nasceu no meu jardim Passa boi, passa boiada
Eu gosto da sua mãe Também passa moreninha
Que criou você pra mim. Da cabeça cacheada.
- Uma quadra escrita em fichas (em cada ficha um verso), em quantidade suficiente para sete grupos;
Exemplo:
ATÉ NAS FLORES SE ENCONTRA
A DIFERENÇA DA SORTE
UMAS ENFEITAM A VIDA
OUTRAS ENFEITAM A MORTE
Obs: as fichas devem conter uma das quadras que foram escritas nas folhas de cartolina.
- Fita crepe; Quadro e giz.
Obs: após uns quinze ou vinte minutos, solicitar aos alfabetizandos que retornem aos seus lugares.
Obs: fazendo uso de uma das quadras, mostrar aos alfabetizandos o que é um verso. Chamar a atenção deles para a presença de rimas e de repetições sonoras.
Obs: explicar para os alfabetizandos que, assim como os pára-choques de caminhão e os provérbios, as quadras também fazem parte da nossa cultura e, como tal, tem o seu valor.
Obs: a quadra a ser deixada na parede deverá ser a mesma que aparece nas fichas a serem utilizadas posteriormente.
Obs: após a leitura, retirar a quadra da parede.
Obs: circular entre os grupos, observando se os grupos conseguem organizar os versos.
Obs: durante a organização das fichas, formular questionamentos do tipo: por que esse e não aquele verso deve aparecer primeiro? Os versos estão combinando (rimando) um com o outro? Há repetições sonoras?
Modalidade de texto: anúncio
- Conhecer, identificar e ler anúncios.
- Perceber a importância dos anúncios.
- Identificar os recursos visuais utilizados nesses textos (tipo e tamanho das letras, cores, ilustrações).
- Escrever pequenos anúncios.
- Anúncios diversificados (retirados dos classificados de um jornal, reproduzidos em folhas de cartolina). fita crepe;
Exemplos:
ALUGO CASA , sala, 2 VENDO CASA com 3
quartos, cozinha e quintal. R$ quartos, sala, copa, cozinha,
250, na Rua Antônio Pompeu banheiro e quintal, no
1328. Tratar com Bruno. Fone: conjunto Castelo Branco.
494-2308 Falar com Ana Patrícia, na
Rua 13 de maio, 1200.
TROCO bicicleta semi-nova OFEREÇO-ME para trabalhar
por um rádio. Tratar com João como motorista. Experiência de
Francisco, no Sítio Vale das 3 anos. Marcos Paulo. Rua Júlio
Flores. Maranguape. César, 590. Bairro de Fátima.
Obs: conversar informalmente com os alunos sobre as diferentes respostas surgidas.
Obs:
1. Para melhor compreensão dos alunos, fixar um dos anúncios no quadro e fazer sua leitura em voz alta;
2. Destacar no texto, com a participação dos alunos, o que está sendo vendido, trocado ou alugado. Em se tratando de emprego: o cargo desejado, o nome, o endereço e o telefone do anunciante.
Obs: para facilitar a compreensão dos alunos, o professor deverá, durante a explicação, fazer uso de um exemplar de jornal para mostrar o caderno ou seções onde os anúncios podem ser encontrados.
Obs:
1. Os alunos deverão utilizar os anúncios fixados no quadro como modelo;
2. Caso o professor deseje, a escrita dos anúncios poderá ser feita individualmente;
3. Circular entre os grupos, ajudando-os na escrita dos anúncios.
Modalidade de texto: notícia
- Posicionar-se criticamente em relação a um tema tratado.
- Estabelecer relação entre a linguagem oral e a linguagem escrita.
- Perceber que a sílaba é uma unidade sonora em que há sempre uma vogal e que pode conter um ou mais fonemas.
- Realizar a identificação e contagem de sílabas.
- Produzir, juntamente com o professor e os colegas de sala, um texto coletivo.
Texto “Mototaxistas fazem manifestação em Juazeiro”, escrito numa folha de papel manilha; quadro e giz.
MOTOTAXISTAS FAZEM MANIFESTAÇÃO EM JUAZEIRO
1,500 mototaxistas “invadiram” ontem as ruas de Juazeiro numa manifestação contra a obrigatoriedade do uso de capacetes por parte dos passageiros. Com faróis acessos, alguns sem capacetes, buzinando e seguindo um potente trio elétrico, eles saíram da praça do Romeirão pela
rua São Pedro em direção ao Palácio Floro Bartolomeu, sede da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte.
Na praça Padre Cícero, os mototaxistas se revezaram no microfone apoiados por algumas autoridades como é o caso do deputado estadual eleito, Giovane Sampaio Gondim. Ele chama a atenção para a incidência de casos de doenças contraídas com a utilização do capacete, como seborréia, dermatite, caspa, lepra, conjuntivite, piolho e até tuberculose.
Para o mototaxista Francisco Ribeiro Campos, 44 anos, o uso do capacete deveria ser obrigatório somente em corridas mais distantes, como entre uma cidade e outra, quando, normalmente, a velocidade é bem maior do que nas ruas.
Fonte: texto adaptado do jornal Diário do Nordeste, 29 de janeiro de 1999.
Obs: lançar questionamentos sobre a importância do serviço prestado pelos mototaxistas, cuidados que se deve ter ao andar de moto, etc.
Dizer o nome do jornal e a data em que a notícia foi publicada;
Obs: explicar aos alunos que notícia é um tipo de texto que pretende informar sobre diferentes fatos. Normalmente, no primeiro parágrafo da notícia podem ser encontradas todas as informações necessárias para compreender o fato narrado: o que, quando, onde, com quem, por quê.
Obs: durante a leitura, realizar paradas para comentar com os alfabetizandos passagens importantes do texto.
a) O que ocorreu? Quando? Onde? Com quem? Por quê?
b) Quais as vantagens e desvantagens de se usar o capacete?
c) A manifestação dos mototaxistas é justa? Por quê?
direção da esquerda para a direita, onde começam e terminam as frases (limites gráficos), número de frases, espaço entre as palavras e uso de maiúsculas e minúsculas;
Obs: ler em voz alta cada uma das frases identificadas, apontando-as na folha de papel madeira.
Obs: circular no texto as palavras identificadas.
Obs:
1. Após fazer a leitura de uma palavra, promover a identificação de cada uma de suas letras. Fazer o mesmo com todas as palavras;
2. Mostrar aos alfabetizandos que as palavras são formadas por pequenas partes chamadas sílabas. Apresentar a noção de sílaba.
Exemplo: ca – pa – ce – te; ci – da – de;
mo – to; pra – ça.
3. Realizar oralmente a contagem das sílabas de cada uma das palavras. Batucar o número de sílabas (uma batida para cada sílaba);
Obs:
1. Incentivar os alfabetizandos a dizerem em quantas partes podem divididas cada uma das palavras;
2. Pedir que digam outras palavras começadas por cada uma das sílabas vistas.
Obs: o professor irá mediar a fala dos alfabetizandos e será o redator do texto, cabendo a ele “negociar” suas interferências e orientar quanto à composição geral do texto.
Modalidade de texto: notícia
- Saber qual a função dos jornais e como são organizados.
- Utilizar título, fotos, ilustrações e outros elementos gráficos como chaves de leitura para prever o conteúdo de um texto.
- Posicionar-se criticamente diante de fatos noticiados na imprensa.
- Distinguir letra, sílaba e palavra.
- Criar e escrever um novo título para uma notícia lida.
Jornal, em quantidade suficiente para todos os alfabetizandos; uma notícia de jornal reproduzida numa folha de papel manilha; fita gomada; quadro e giz.
Obs:
1. Em breves palavras, falar sobre o surgimento do jornal e da sua importância enquanto meio de comunicação; (INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O JORNAL
Publicação periódica que relata os acontecimentos de interesse geral, políticos, literários e outros, com ou sem comentário. Provavelmente o jornal teve origem na Itália no séc. XVI, com as “folhas volantes” que circulavam divulgando acontecimentos mais relevantes. No final do séc. XVI começaram a aparecer em Veneza, na Alemanha e na Holanda. No Brasil, com a fundação da Imprensa Régia (1808) surgiu a primeira folha noticiosa, Gazeta do Rio de janeiro,
redigida por Frei Tibúrcio José da Rocha. Em junho de 1808 começou a ser impresso em Londres o Correio Brasiliense, primeiro jornal de brasileiros, redigido por Hipólito José da Costa. Os jornais possuem uma organização particular em razão da diversidade de assuntos que podem tratar, o que caracteriza os vários tipos de texto de um jornal e a linguagem utilizada em cada um deles como: o lide, o anúncio, a chamada, a legenda, a manchete, o editorial, o artigo, a
coluna, os classificados, etc, que possuem características diversas com objetivos específicos.)
2. Fazendo uso de um exemplar, mostrar aos alfabetizandos como está organizado o jornal, que tipos de texto ele apresenta, etc.
Dizer o nome do jornal e a data em que a notícia foi publicada;
a) Antes de ler a notícia, mostrar em que caderno do jornal ela se encontra, fotos ou ilustrações que a acompanham;
b) Ler o título da notícia e, em seguida, procurar, por meio de perguntas, fazer com que os alunos reflitam a respeito do título e digam sobre o que vai tratar o texto;
Obs: caso seja necessário, o professor poderá explicar para os alfabetizandos o que é o título de um texto.
Obs: estabelecer comparações entre o que os alfabetizandos esperavam encontrar com o que realmente apareceu na notícia.
Obs:
1. O professor deverá orientar cada um dos grupos no momento da escrita do novo título;
2. Caso ache mais conveniente, pedir aos alfabetizandos que criem o título, oralmente, sem ter que escrevê-lo.
Obs: após um grupo fazer a leitura do título criado, o professor deverá, por meio de perguntas, fazer com que os outros alfabetizandos digam como deve ser escrita cada uma das palavras que
formam o título.
Exemplo:
A partir de um título como: Chove muito no interior, o professor poderá elaborar perguntas do tipo: quantas palavras tem o título criado? A primeira palavra (chove) começa com que letra?
Modalidade de texto: manchete
- Conscientizar-se da importância do jornal
- Conhecer, identificar e ler manchetes.
- Escrever manchetes.
- Estabelecer relação entre linguagem oral e escrita.
- Organizar, juntamente com o professor e os colegas de sala, um mural.
Jornal, em quantidade suficiente para todos os alfabetizandos (poderão ser utilizados jornais de diferentes datas); papel manilha; cola, tesoura; quadro e giz.
Obs:
1. Falar sobre a utilização do jornal como instrumento de denúncia, manipulação e de formação do censo crítico de um povo;
2. Valendo-se de um exemplar de jornal, mostrar aos alfabetizandos como ele se organiza;
Obs: na primeira página do jornal, chamar a atenção dos alunos para o título (manchete) da notícia mais importante do dia.
Obs:
1. Ainda fazendo uso da primeira página de um exemplar de jornal, mostrar e fazer a leitura de uma manchete;
2. Informar que a manchete antecipa o assunto da notícia. Para melhor compreensão dos alfabetizandos, ler novamente a manchete da 1a página e em seguida a notícia;
3. Mostrar que as manchetes também podem ser encontradas no interior do jornal, na primeira página de cada caderno.
Obs: localizada a manchete, os grupos deverão mostrá-la para o restante da turma e fazer sua leitura.
Obs: circula entre os grupos orientando-os na escrita das manchetes.
Obs:
1. Sempre que uma manchete for lida, a professora deverá escrevê-la no quadro para que o grupo possa comparar a sua escrita com a do professor;
2. Ler a manchete em voz alta, apontando palavra por palavra;
Modalidade de texto: biografia
- Identificar uma biografia.
- Conhecer um pouco da história de Tsunessaburo Makiguti.
- Interpretar informações em um texto.
- Identificar palavras.
- Escrever, com ajuda dos colegas e do professor, pequenas frases.
Biografia de Makiguti., caça-palavras confeccionado numa folha de cartolina (O caça-palavras deverá apresentar somente palavras que aparecem na biografia de Makiguti); cópias xerografadas do caça-palavras, em quantidade suficiente para todos os alunos; fita crepe; quadro e giz.
Por ser extremamente pobre, não tinha como freqüentar um colégio. Foi trabalhando em uma delegacia de polícia que o jovem Makiguti conseguiu, com excelente desempenho no trabalho, impressionar o chefe de polícia, que o levou consigo quando se transferiu para Sapporo. Ali Makiguti teve a oportunidade de matricular-se numa escola normal como aluno do terceiro ano.
Em 1893, aos 22 anos, formou-se e aceitou o cargo de professor-supervisor em uma escola primária. Teve de se submeter a uma rígida disciplina, cuja finalidade era desenvolver educadores obedientes. Posteriormente, como professor, foi-lhe exigido ser um modelo em disciplina. Em 1901, devido a um incidente associado a uma aparente ruptura disciplinar, Makiguti foi forçado a abandonar seu cargo na escola.
Os anos seguintes foram caracterizados por sérias dificuldades financeiras para ele e sua família. No entanto, foi também um período de significativa prosperidade intelectual, que resultou na publicação de seu primeiro livro, Geografia da Vida Humana. Após ocupar vários cargos, entre eles um no Ministério da Educação, em 1913 tornou-se diretor da Escola de Ensino Fundamental Tossei, e nos vinte anos posteriores trabalhou como diretor e professor primário em outras escolas de Tóquio. Foi das observações anotadas e acumuladas durante esse período, refletindo seu pensamento e experiência, que teve origem a obra Educação para uma Vida Criativa, publicado por Dayle M. Bethel, pesquisador da vida e da filosofia educacional de Makiguti.
Makiguti iniciou sua carreira como educador numa época de grandes debates sobre a direção do novo Japão, em que se discutia o papel social e a responsabilidade da educação. Os tradicionalistas e confucionistas de sua época sustentavam que a fidelidade e a obediência eram virtudes primárias que deveriam ser dogmatizadas nos indivíduos. Para a grande desilusão de Makiguti, os tradicionalistas, elevados por uma crescente onda de nacionalismo e militarização, triunfaram e dominaram o tratado educacional japonês até o final da Segunda Guerra Mundial.
Tsunessaburo Makiguti baseava sua filosofia educacional naquilo que chamava de “teoria da criação de valor”. O propósito da vida era a felicidade, que ele definia como sendo o estado em que a pessoa pode plenamente criar valor.
A vida e a obra de Makiguti permaneceram em oposição aos tradicionalistas, tanto no campo da educação como no da religião. “Para se reconstruir será necessário, em primeiro lugar, demolir”, dizia. Na área educacional, em que, por falta de credenciais acadêmicas respeitáveis, entre outras razões, ele sempre permaneceu como um intruso, atacou consistente e abertamente os privilégios e bradava por uma reforma do sistema escolar, de cima para baixo.
Por volta de 1920, conheceu Jossei Toda, também professor, com quem dividiu suas convicções e lutas, tornando-se inseparáveis como mestre e discípulo. Mais tarde, em 1928, um fato mudou irrevogavelmente a vida de ambos: eles foram apresentados ao Budismo de Nitiren Daishonin pelo diretor da Escola Comercial Mejiro. Ao se aprofundarem no estudo e na pesquisa do budismo, encontraram nele a expressão última da filosofia humanista de valor por eles defendida.
Após sua conversão ao budismo, Makiguti foi ainda mais cercado de controvérsias. Mesmo assim, convicto de suas idéias, fundou, em 18 de novembro de 1930, juntamente com Jossei Toda, a Soka Kyoiku Gakkai, literalmente Sociedade Educacional de Criação de Valores, a predecessora da atual Soka Gakkai. Nessa mesma data, publicou a obra Teoria do Sistema Educacional de Criação de Valores (Soka Kyoikugaku Taikei). Makiguti tornou-se o presidente da organização, e Toda, o diretor-geral — mais tarde o segundo presidente.
Crítico sempre franco dos professores e da burocracia educacional do Ministério da Educação japonês, de cuja política discordava freqüente e publicamente, não era de se surpreender que Makiguti encontrasse tão poucos aliados e muitos inimigos poderosos.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e com a entrada do Japão nesse conflito, todos os cidadãos foram obrigados a abraçar o xintoísmo que doutrinava o povo a devotarem a vida ao Imperador. Makiguti e Toda, como principais líderes da Soka Kyoiku Gakkai, começaram a sofrer crescente pressão do Estado xintoísta e finalmente, em 6 de julho de 1943, foram presos por sustentarem posições consideradas intransigentes, defendendo o anti-militarismo e, sobretudo, a liberdade religiosa.
Em 18 de novembro de 1944, após dezessete meses de confinamento, Makiguti faleceu aos 73 anos de idade devido à desnutrição e aos maus tratos na prisão. Seus ideais para a educação, a cultura e a paz foram legados a Jossei Toda que, libertado em 3 de julho de 1945, assumiu a tarefa de reconstrução da Soka Kyoiku Gakkai em meio aos escombros da guerra.
Com a dedicação de Toda, que mais tarde mudou o nome da organização para Soka Gakkai (Sociedade de Criação de Valores), juntamente com Daisaku Ikeda, que se tornou seu discípulo em 1947 e abraçou seus ideais e de Makiguti, a organização cresceu e as idéias de Makiguti pela criação de valores vêm sendo difundidas de geração a geração, em 190 países e territórios, agora como Soka Gakkai Internacional, sob a liderança de Ikeda.
Tsunessaburo Makiguti nasceu em 6 de junho de 1871, numa pequena vila na região noroeste do Japão. Com três anos de idade, foi abandonado primeiro pelo pai e depois pela mãe. Devido a isso, foi criado por seu tio, Zendayu Makiguti, de quem adotou o sobrenome. Sabe-se que de tempos em tempos sua mãe o visitava, até que um dia ela tentou o suicídio pulando com o filho no Mar do Japão. Ambos foram resgatados, mas nunca mais voltaram a se encontrar. Com aproximadamente quinze anos, Makiguti mudou-se para Otaru, onde viveu com um outro tio.
Por ser extremamente pobre, não tinha como freqüentar um colégio. Foi trabalhando em uma delegacia de polícia que o jovem Makiguti conseguiu, com excelente desempenho no trabalho, impressionar o chefe de polícia, que o levou consigo quando se transferiu para Sapporo. Ali Makiguti teve a oportunidade de matricular-se numa escola normal como aluno do terceiro ano.
Em 1893, aos 22 anos, formou-se e aceitou o cargo de professor-supervisor em uma escola primária. Teve de se submeter a uma rígida disciplina, cuja finalidade era desenvolver educadores obedientes. Posteriormente, como professor, foi-lhe exigido ser um modelo em disciplina. Em 1901, devido a um incidente associado a uma aparente ruptura disciplinar, Makiguti foi forçado a abandonar seu cargo na escola.
Os anos seguintes foram caracterizados por sérias dificuldades financeiras para ele e sua família. No entanto, foi também um período de significativa prosperidade intelectual, que resultou na publicação de seu primeiro livro, Geografia da Vida Humana. Após ocupar vários cargos, entre eles um no Ministério da Educação, em 1913 tornou-se diretor da Escola de Ensino Fundamental Tossei, e nos vinte anos posteriores trabalhou como diretor e professor primário em outras escolas de Tóquio. Foi das observações anotadas e acumuladas durante esse período, refletindo seu pensamento e experiência, que teve origem a obra Educação para uma Vida Criativa, publicado por Dayle M. Bethel, pesquisador da vida e da filosofia educacional de Makiguti.
Makiguti iniciou sua carreira como educador numa época de grandes debates sobre a direção do novo Japão, em que se discutia o papel social e a responsabilidade da educação. Os tradicionalistas e confucionistas de sua época sustentavam que a fidelidade e a obediência eram virtudes primárias que deveriam ser dogmatizadas nos indivíduos. Para a grande desilusão de Makiguti, os tradicionalistas, elevados por uma crescente onda de nacionalismo e militarização, triunfaram e dominaram o tratado educacional japonês até o final da Segunda Guerra Mundial.
Tsunessaburo Makiguti baseava sua filosofia educacional naquilo que chamava de “teoria da criação de valor”. O propósito da vida era a felicidade, que ele definia como sendo o estado em que a pessoa pode plenamente criar valor.
A vida e a obra de Makiguti permaneceram em oposição aos tradicionalistas, tanto no campo da educação como no da religião. “Para se reconstruir será necessário, em primeiro lugar, demolir”, dizia. Na área educacional, em que, por falta de credenciais acadêmicas respeitáveis, entre outras razões, ele sempre permaneceu como um intruso, atacou consistente e abertamente os privilégios e bradava por uma reforma do sistema escolar, de cima para baixo.
Por volta de 1920, conheceu Jossei Toda, também professor, com quem dividiu suas convicções e lutas, tornando-se inseparáveis como mestre e discípulo. Mais tarde, em 1928, um fato mudou irrevogavelmente a vida de ambos: eles foram apresentados ao Budismo de Nitiren Daishonin pelo diretor da Escola Comercial Mejiro. Ao se aprofundarem no estudo e na pesquisa do budismo, encontraram nele a expressão última da filosofia humanista de valor por eles defendida.
Após sua conversão ao budismo, Makiguti foi ainda mais cercado de controvérsias. Mesmo assim, convicto de suas idéias, fundou, em 18 de novembro de 1930, juntamente com Jossei Toda, a Soka Kyoiku Gakkai, literalmente Sociedade Educacional de Criação de Valores, a predecessora da atual Soka Gakkai. Nessa mesma data, publicou a obra Teoria do Sistema Educacional de Criação de Valores (Soka Kyoikugaku Taikei). Makiguti tornou-se o presidente da organização, e Toda, o diretor-geral — mais tarde o segundo presidente.
Crítico sempre franco dos professores e da burocracia educacional do Ministério da Educação japonês, de cuja política discordava freqüente e publicamente, não era de se surpreender que Makiguti encontrasse tão poucos aliados e muitos inimigos poderosos.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e com a entrada do Japão nesse conflito, todos os cidadãos foram obrigados a abraçar o xintoísmo que doutrinava o povo a devotarem a vida ao Imperador. Makiguti e Toda, como principais líderes da Soka Kyoiku Gakkai, começaram a sofrer crescente pressão do Estado xintoísta e finalmente, em 6 de julho de 1943, foram presos por sustentarem posições consideradas intransigentes, defendendo o anti-militarismo e, sobretudo, a liberdade religiosa.
Em 18 de novembro de 1944, após dezessete meses de confinamento, Makiguti faleceu aos 73 anos de idade devido à desnutrição e aos maus tratos na prisão. Seus ideais para a educação, a cultura e a paz foram legados a Jossei Toda que, libertado em 3 de julho de 1945, assumiu a tarefa de reconstrução da Soka Kyoiku Gakkai em meio aos escombros da guerra.
Com a dedicação de Toda, que mais tarde mudou o nome da organização para Soka Gakkai (Sociedade de Criação de Valores), juntamente com Daisaku Ikeda, que se tornou seu discípulo em 1947 e abraçou seus ideais e de Makiguti, a organização cresceu e as idéias de Makiguti pela criação de valores vêm sendo difundidas de geração a geração, em 190 países e territórios, agora como Soka Gakkai Internacional, sob a liderança de Ikeda.
Obs: abrir espaço para que os alunos exponham suas idéias.
Obs.: para melhor compreensão dos alunos, ler em voz alta a biografia de Tsunessaburo Makiugti.
Obs.: abrir espaço para que os alfabetizandos relatem o que sabem sobre Makiguti.
Obs: o professor deverá localizar no caça-palavras fixado no quadro uma das palavras pedidas e circulá-la.
Obs:
1. A correção deverá ser feita no quadro com a participação dos alfabetizandos: fazer em voz alta a leitura de cada uma das palavras e pedir a diferentes alunos que as localizem no caçapalavras;
2. Sempre que uma palavra for identificada, o professor deverá proceder a análise da mesma: identificação e contagem de sílabas, letras, vogais, consoantes.
Obs:
1. Para que cada um dos grupos possa comparar sua escrita com a do professor, este deverá, sempre após a leitura de uma frase, escrevê-la no quadro de giz;
2. Ler em voz alta as frases criadas pelos grupos, apontando em cada uma delas, palavra por palavra;
3. Caso julgue conveniente, após a realização da etapa 12, o professor poderá pedir a cada um dos alunos que escreva um pequeno texto falando sobre sua própria vida (biografia).
Modalidade de texto: informativo científico
- Conscientizar-se da importância das plantas medicinais e da sua correta utilização.
- Interessar-se pela leitura como fonte de informação e aprendizagem.
- Compartilhar experiências e conhecimentos.
- Identificar e escrever palavras.
- Organizar palavras por ordem alfabética.
Textos: “Plantas medicinais”, “Agrião” e “Aroeira”; fichas de cartolina; fita crepe; pincel; quadro e giz.
PLANTAS MEDICINAIS I
Desde de que começaram a aparecer doenças, os homens procuraram maneiras de combatê-las. A natureza foi, sem dúvida, o primeiro médico, o primeiro remédio, a primeira farmácia, o primeiro hospital a que o homem recorreu.
O primeiro ou dos primeiros métodos de cura que se ofereceu foi o tratamento pelas plantas. Instintivamente o animal irracional toma preocupação contra a doença, e, quando doente, recorre às ervas curativas.
O homem, como ser superior, desde cedo notou este gesto instintivo dos animais e, orientado por observações próprias, verificou que nas ervas há poder curativo.
Fonte: texto adaptado de: VIEIRA, Luíza de Teodoro. Um Certo PlanetaAzul. Fortaleza: Secretaria de Educação do Estado do Ceará, 1987
AGRIÃO II
USO MEDICINAL: é uma planta conhecida, boa para saladas. Deve-se usá-la crua, porque, quando cozida, suas propriedades medicinais se perdem.
O agrião contém um óleo rico em iôdo, ferro, fosfato e alguns sais.
Emprega-se contra os males dos órgãos digestivos, como expectorantes nos catarros pulmonares crônicos, nas enfermidades das vias urinárias, como desopilante do fígado. Toma-se diariamente, 3 a 4 colheres das de sopa de suco de agrião puro ou diluído em água.
O suco desta planta, misturado com mel, dá um bom xarope para combater a bronquite, tosse, tuberculose pulmonar.
AROEIRA III
USO MEDICINAL: a aroeira é boa para combater as febres, o reumatismo, a artrite, fraqueza dos órgãos digestivos e tumores. As cascas são contra a diarréia e as hemoptises. Usam-se 100 gramas para 1 litro de água. Pode adoçar-se com açúcar. Toma-se 3 a 4 colheres, das de sopa, ao
dia. A aroeira de que aqui estamos falando, não deve ser confundido com as aroeiras bravas ou aroeiras brancas que são extremamente cáusticas.
Obs: incentivar os alunos a dizerem o que sabem sobre o assunto.
Obs: abordar questões do tipo: quem primeiro utilizou as plantas como remédio? Quando o homem percebeu que as plantas tinham poder curativo? Que cuidados devemos ter no momento de utilizar uma determinada planta como remédio? Quais são as diferenças entre os remédios “caseiros” e os que são vendidos em farmácias (industrializados).
Obs: pedir aos alfabetizandos que apontem outras utilidades do agrião.
Obs: o professor deverá auxiliá-los na escrita dos nomes.
Obs:
1. Repetir o procedimento acima até que todos os alfabetizandos tenham participado;
2. Caso os alunos tenham dificuldade em identificar a ficha com a palavra, o professor deverá ajudá-los por meio de perguntas. Exemplo: a palavra eucalipto tem poucas ou muitas letras? Com que letra começa e com que letra termina?
Obs: orientados pelo professor, os alfabetizandos deverão fixar as fichas com as palavras em uma das paredes da sala, organizando-as por ordem alfabética.
Modalidade de texto: informativo científico
- Interpretar informações presentes em um texto.
- Posicionar-se criticamente em relação a um tema tratado.
- Ler pequenas frases;
- Identificar sílabas e letras.
- Escrever, com a ajuda do professor e dos colegas, um pequeno texto.
Texto “As migrações”; cartelas de bingo contendo frases retiradas do texto (as frases não podem ser as mesmas em todas cartelas), em quantidade suficiente para os grupos; quadro e giz;
AS MIGRAÇÕES
Nos lugares onde a população é pobre e as condições de vida são precárias as migrações são constantes. Isso serve de explicação para o fato de que a população nordestina esteja espalhada por todos os recantos do país.
Essas correntes migratórias são atraídas pelas cidades devido à maior oferta de empregos. No entanto, a elevada oferta de mão-de-obra, sempre resulta na diminuição dos salários e, por outro lado, pelas próprias características dos migrantes, eles não possuem as qualificações
necessárias aos empregos.
Na verdade, a população pobre nordestina está distribuída nas diversas áreas do país e do mundo inteiro. Só quem não tem condições dignas de satisfazer suas aspirações de vida ou as próprias necessidades básicas de sobrevivência (moradia, alimentação, trabalho, lazer, etc) é que sai para longe de sua terra.
Fonte: texto adaptado de: Manual de apoio, 6a série.Fortaleza, Secretaria da Cultura e Desporto do Estadodo Ceará / FUNTELC, 1995.
Obs: informar aos alfabetizandos que se trata de um texto informativo retirado de um livro didático que fala sobre a geografia do Nordeste.
a) De um saquinho, o professor sorteará fichas contendo frases que aparecem no texto. O grupo que as tiver em sua cartela, deverá marcá-las com um grão de milho ou da forma que acharem melhor;
Obs: logo após sortear uma ficha e fazer a leitura da frase, o professor deverá aguardar alguns minutos até que os grupos a localizem na cartela. Em seguida, deverá circular a frase no texto escrito no quadro de giz e, novamente, fazer sua leitura, apontando palavra por palavra.
Obs: enquanto faz a leitura das frases, o alfabetizador deverá escolher algumas palavras para serem utilizadas posteriormente.
Obs: após uma palavra ser identificada, realizar a análise da mesma:
identificação e contagem de letras, sílabas, vogais e consoantes que a formam.
Obs: o professor deverá circular entre os grupos, ajudando-os na escrita do texto. Os alfabetizandos que ainda não conseguem redigir um texto poderão escrever pequenas frases.
Redigir uma carta ao mestre.
Cartas endereçadas à Ikeda Sensei para discussão e análise;
Papel carta, envelopes, selos.
Primeiro estabelecerá um diálogo registrando o que cada um gostaria de dizer ao mestre.
Relembrar os elementos formais da carta e sua forma de endereçamento.
Iniciar o texto coletivo registrando no quadro e solicitando que cada aluno copie no seu papel carta, solicitar um certo capricho porque os textos individuais serão anexados ao texto coletivo.
Modalidade de texto: Convite de Formatura
O professor deverá anunciar que se aproxima a data da solenidade de formatura. Esclarecerá como tem acontecido este momento e em que condições (quem poderá ser convidado; qual a antecedência para fazer o convite, etc);
Fará a leitura de convites dos anos anteriores circulando entre os alunos.
Escreverá um deles no quadro.
Dividir em vários trios, ou duplas e solicitar que criem o convite deste ano de 2010, a partir das informações dadas: local, data e horário.
26.11
Modalidade de texto: Planejamento
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Identificar os elementos necessários para o planejamento de uma solenidade de formatura;
Refletir sobre a administração do tempo;
Eleger os vários momentos de participação dos alunos.
Elaborar o planejamento da solenidade de sua formatura.
Programações de eventos anteriores em formato de cartaz;
Papel sulfite
Propor a discussão entre os formandos sobre quem poderá ser o representante dos alunos para fazer o juramento e o relato;
Formatar duplas ou trios e solicitar que façam a programação da solenidade de suas formaturas.
Informar que é um exercício, mas que algumas sugestões poderão ser utilizadas pela equipe dos educadores do Polo Tucuruvi.
Modalidade de texto: relato
Refletir sobre a importância dos relatos na reunião de palestra e por ocasião da formatura;
Identificar quais informações não podem faltar em um relato;
Refletir sobre a administração do tempo, a importância da escrita do relato e sua leitura.
Textos de relatos do BS;
Textos com relatos de alunos na solenidade de formatura.
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Ler o texto do relato.
Chamar a atenção sobre a importância de alguns itens do relato que precisam aparecer com maior destaque que outros.
Enfatizar a importância de um texto objetivo e claro para todos os ouvintes.